quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quarta-feira, 31 de julho de 2013
GRATIDÃO E ABUNDÂNCIA
Na área da psiconeuroimunologia, cresce a convicção de que as emoções, crenças, formas-pensamento, valores (nosso "mapa" do mundo) tem efeito determinante no funcionamento do corpo. Ao optarmos pela gratidão como filosofia de vida, como prática constante, presenteamos a nós mesmos com uma vida mais feliz, saudável e bem sucedida. A gratidão gera ondas de vibração positiva deixando-nos afinados com o universo, com nossa essência divina, proporcionando harmonia interna e externa, gerando cura e rejuvenescimento. A gratidão, como modo de ser, lembrando a Dra. Sharron Stroud, começa a se manifestar como arte e ciência da bênção.
No solo fertilizado pela gratidão, é impossível encontrar preocupação, raiva, depressão ou emoções negativas. Há uma nítida diferença entre os que vivem alimentando-se de amargura e os que vivem movidos por gratidão. Há um revigorante poder na gratidão, também na medida em que libera endorfinas, fortalecendo o sistema imunológico. Quando a gratidão se transforma em estilo de vida, abrem-se as portas para a felicidade e a saúde.
Não foi por masoquismo que São Paulo recomendou "em tudo dai graças"; há razões óbvias nesta orientação. E não tem a ver, necessariamente, em nos tornar aptos para irmos para o céu e sim tornarmo-nos mais felizes e eficientes aqui na Terra. O apóstolo Paulo, constantemente submetido a duras privações e grandes obstáculos, sabia que o antídoto contra o veneno da amargura é a gratidão; por experiência percebia que não há como ser grato e infeliz ao mesmo tempo. Sabia que a prática da gratidão o libertava do pensamento negativo, da dúvida, do cinismo, do comodismo resignado e covarde, ao mesmo tempo em que o transportava para a dimensão criativa onde o amor, a fé e a esperança habitam.
Precisamos conscientemente injetar no cérebro doses maciças de gratidão todos os dias e várias vezes por dia. Ao agirmos assim, perceberemos que mesmo um período doloroso pode receber uma leitura nova e positiva, abrindo-se a múltiplas possibilidades. A vida se expande e floresce na gratidão podendo também se retrair e murchar na ausência dela. Um coração fechado bloqueia o acesso a fonte de toda a felicidade, a manifestação de Deus em nós, interrompe a linha de transmissão da energia criativa oriunda do Criador.
O universo enamora-se da gratidão. Quanto mais gratos formos mais motivos para sermos gratos teremos. A gratidão é a senha que nos permite o acesso aos tesouros da abundância; em contrapartida, a falta de gratidão e as queixas lamuriosas tornam as fontes de regozijo cada vez mais secas.
O universo sempre nos dá mais daquilo em que nos concentramos. Há um princípio aceito de que aquilo que focamos se expande. O Mestre Jesus declarou: "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas o que não tem, até o que tem lhe será tirado". À primeira vista, tal declaração soa muito dura, parece injusta; entretanto, ela faz justiça aos princípios que regem o universo. O que o Mestre está dizendo é que a abundância, antes de ser plasmada no tempo e no espaço, precisa existir como forma-pensamento, como sentimento de gratidão pela abundância, implicitamente. Para o Mestre, pessoas que se alimentam de crenças negativas em relação a abundância, a prosperidade, colhem os frutos destas crenças.
A gratidão nada tem a ver com comodismo ou resignação frustrada, ao contrário, é poderoso combustível para a ação. A partir da plataforma da gratidão é que se lançam os destemidos projetos de fé. Jesus estava, portanto, ensinando a importância de nos concentrarmos no que temos e no que verdadeiramente desejamos, em vez de focarmos e relembrarmos o que nos falta. Se focarmos no que nos falta, o que nos falta é o que na verdade temos. Portanto, se não abrigarmos pensamentos e sentimentos de abundância, corremos o risco de ter cada vez menos.
Lembrando Milady Bertie "A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã."
Ah, não posso esquecer! Deixo aqui minha gratidão a você que leu este texto e talvez muitos outros de minha autoria, também. Sinto-me privilegiado e feliz com a disponibilização do seu tempo. MUITO OBRIGADO!
Por Oliveira Fidelis Filho
No solo fertilizado pela gratidão, é impossível encontrar preocupação, raiva, depressão ou emoções negativas. Há uma nítida diferença entre os que vivem alimentando-se de amargura e os que vivem movidos por gratidão. Há um revigorante poder na gratidão, também na medida em que libera endorfinas, fortalecendo o sistema imunológico. Quando a gratidão se transforma em estilo de vida, abrem-se as portas para a felicidade e a saúde.
Não foi por masoquismo que São Paulo recomendou "em tudo dai graças"; há razões óbvias nesta orientação. E não tem a ver, necessariamente, em nos tornar aptos para irmos para o céu e sim tornarmo-nos mais felizes e eficientes aqui na Terra. O apóstolo Paulo, constantemente submetido a duras privações e grandes obstáculos, sabia que o antídoto contra o veneno da amargura é a gratidão; por experiência percebia que não há como ser grato e infeliz ao mesmo tempo. Sabia que a prática da gratidão o libertava do pensamento negativo, da dúvida, do cinismo, do comodismo resignado e covarde, ao mesmo tempo em que o transportava para a dimensão criativa onde o amor, a fé e a esperança habitam.
Precisamos conscientemente injetar no cérebro doses maciças de gratidão todos os dias e várias vezes por dia. Ao agirmos assim, perceberemos que mesmo um período doloroso pode receber uma leitura nova e positiva, abrindo-se a múltiplas possibilidades. A vida se expande e floresce na gratidão podendo também se retrair e murchar na ausência dela. Um coração fechado bloqueia o acesso a fonte de toda a felicidade, a manifestação de Deus em nós, interrompe a linha de transmissão da energia criativa oriunda do Criador.
O universo enamora-se da gratidão. Quanto mais gratos formos mais motivos para sermos gratos teremos. A gratidão é a senha que nos permite o acesso aos tesouros da abundância; em contrapartida, a falta de gratidão e as queixas lamuriosas tornam as fontes de regozijo cada vez mais secas.
O universo sempre nos dá mais daquilo em que nos concentramos. Há um princípio aceito de que aquilo que focamos se expande. O Mestre Jesus declarou: "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas o que não tem, até o que tem lhe será tirado". À primeira vista, tal declaração soa muito dura, parece injusta; entretanto, ela faz justiça aos princípios que regem o universo. O que o Mestre está dizendo é que a abundância, antes de ser plasmada no tempo e no espaço, precisa existir como forma-pensamento, como sentimento de gratidão pela abundância, implicitamente. Para o Mestre, pessoas que se alimentam de crenças negativas em relação a abundância, a prosperidade, colhem os frutos destas crenças.
A gratidão nada tem a ver com comodismo ou resignação frustrada, ao contrário, é poderoso combustível para a ação. A partir da plataforma da gratidão é que se lançam os destemidos projetos de fé. Jesus estava, portanto, ensinando a importância de nos concentrarmos no que temos e no que verdadeiramente desejamos, em vez de focarmos e relembrarmos o que nos falta. Se focarmos no que nos falta, o que nos falta é o que na verdade temos. Portanto, se não abrigarmos pensamentos e sentimentos de abundância, corremos o risco de ter cada vez menos.
Lembrando Milady Bertie "A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã."
Ah, não posso esquecer! Deixo aqui minha gratidão a você que leu este texto e talvez muitos outros de minha autoria, também. Sinto-me privilegiado e feliz com a disponibilização do seu tempo. MUITO OBRIGADO!
Por Oliveira Fidelis Filho
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Viver com Autenticidade
A maioria dos seres humanos, em algum
momento, vive o dilema entre ser autêntico, expor de modo claro e aberto seus
sentimentos, ou incorporar uma persona, alguém que age de modo a ser aceito e
respeitado pelo restante do mundo.
Esta é uma condição considerada natural, pois fomos treinados desde muito cedo a mascarar a verdade acerca de quem somos de fato, para garantir o amor dos demais.
Mas, ao longo da vida, quando muitos desafios se apresentam, continuar vivendo o falso eu pode se tornar um enorme fardo. Até que chega um ponto em que o real dentro de nós grita para ser reconhecido.
Esse grito pode tomar a forma de uma crise de pânico, uma forte depressão ou até mesmo um surto de loucura, quando todas as nossas defesas e as couraças, que armamos para ocultar a realidade de nosso ser, atingem uma dimensão insuportável.
Trazer de volta nosso ser autêntico, aquele que foi amorosamente criado pelo divino, é um trabalho árduo, que deve ser empreendido aos poucos, com paciência e dedicação.
Muitas vezes a mente nos levará a querer desistir e a acreditar que esta é uma tarefa impossível. Mas, se tivermos a coragem de seguir em frente, apesar do medo, a existência amorosamente nos trará a ajuda e o apoio de que necessitarmos.
Ela sempre responde ao chamado daqueles que buscam, acima de tudo, a verdade. O grande segredo é confiar e entregar-se sem resistência a este objetivo.
Esta é a atitude que faz a diferença entre os que alcançaram a paz e a felicidade permanentes e os que ainda se encontram perdidos na escuridão de uma vida inconsciente.
Por Elisabeth Cavalcante
Esta é uma condição considerada natural, pois fomos treinados desde muito cedo a mascarar a verdade acerca de quem somos de fato, para garantir o amor dos demais.
Mas, ao longo da vida, quando muitos desafios se apresentam, continuar vivendo o falso eu pode se tornar um enorme fardo. Até que chega um ponto em que o real dentro de nós grita para ser reconhecido.
Esse grito pode tomar a forma de uma crise de pânico, uma forte depressão ou até mesmo um surto de loucura, quando todas as nossas defesas e as couraças, que armamos para ocultar a realidade de nosso ser, atingem uma dimensão insuportável.
Trazer de volta nosso ser autêntico, aquele que foi amorosamente criado pelo divino, é um trabalho árduo, que deve ser empreendido aos poucos, com paciência e dedicação.
Muitas vezes a mente nos levará a querer desistir e a acreditar que esta é uma tarefa impossível. Mas, se tivermos a coragem de seguir em frente, apesar do medo, a existência amorosamente nos trará a ajuda e o apoio de que necessitarmos.
Ela sempre responde ao chamado daqueles que buscam, acima de tudo, a verdade. O grande segredo é confiar e entregar-se sem resistência a este objetivo.
Esta é a atitude que faz a diferença entre os que alcançaram a paz e a felicidade permanentes e os que ainda se encontram perdidos na escuridão de uma vida inconsciente.
Por Elisabeth Cavalcante
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Coloque paz em seu coração!
Final de Ano. Todo fim é
um convite à reflexão. Pensamos sobre as conquistas, as decepções, as alegrias,
tristezas, realizações, enfim, fazemos uma análise do que fizemos e,
principalmente, do que não fizemos. Somado ao Natal que por si só simboliza
renascimento, ou seja, mudar e renascer para uma nova vida.
O convite à reflexão é positivo porque faz pensar, mas esse pensar muitas vezes traz recordações, lembranças e saudades, principalmente, para aqueles que estão longe de quem amam ou por terem perdido alguém significativo. A vontade de rever, de abraçar, de conversar, de estar junto se faz presente e a saudade chega a doer. Nesse momento, devemos lembrar que o amor verdadeiro não separa, não morre, mas sobrepõe-se a qualquer outro sentimento e para sempre permanece vivo.
Nesta época, em geral, cada ser busca ocupar seu tempo com tudo e todos, menos consigo mesmo. Por ser uma época que sugere a introspecção, muitos se sobrecarregam com as compras, como forma de fugir, inconscientemente, do que sentem. São os presentes, os enfeites, a decoração, as comidas, bebidas, roupas, mas... e os sentimentos? Ficam de lado como se não existissem? Por que olhar só para fora? Será que olhar para fora e se ocupar com o externo protege e impede a tristeza? E quem disse que temos que estar feliz nessas ocasiões?
Por exemplo, a tradição da troca de presentes perdeu o sentido real. Esse é um ato que demonstra, ou deveria demonstrar, generosidade, amor, perdão e união. Hoje, muitas pessoas o fazem por obrigação e hipocrisia. Qual o valor que há nisso? Qual o valor que há em estar com pessoas só porque é Natal, mas que no decorrer do ano nem lembram de você?
As convenções estabelecidas de como se deve passar o Natal tendem a diminuir, permitindo que cada um busque passar essa data de acordo com seus verdadeiros valores e aquilo que pede seu coração. Devemos e merecemos estar felizes, mas como reflexo do que estamos sentindo e não por mera convenção. Não há nada contra presentes, encontros ou ambientes alegres, mas é preciso questionar o verdadeiro sentido, mergulhar mais na profundidade do interior dos próprios sentimentos, proporcionando assim verdadeiros encontros.
Por que nessa época do ano todos ficam mais fragilizados e sensíveis e para a maioria é uma época de muita nostalgia? O Natal por si só nos remete à infância, mesmo aqueles que não tiveram uma infância feliz, esperavam ansiosos pelo velhinho de barbas brancas e roupa vermelha. Era uma época em que se ganhava (ou não) presente, havia (ou não) festas, alegria, pessoas. Havia a magia do sonho. Todos se encontravam para festejar. Com o tempo, as pessoas vão se afastando, indo para outro plano, os caminhos vão se distanciando, os sonhos vão sendo esquecidos, assim, não há mais com quem comemorar, nem o que festejar e aquela alegria sentida vai ficando distante da que um dia existiu.
Não devemos seguir padrões ou fazer festa porque é Natal, devemos sim é estar próximos de quem amamos e, principalmente, de nós mesmos. Devemos é resgatar nossos sonhos, não esperando mais pelo bom velhinho, mas acreditando que cada um de nós é capaz de vencer, de viver, de ser feliz pelo que se é e não pelo que se tem.
Neste Natal e final de ano, substitua a tristeza pela alegria, a saudade pelas boas lembranças, o comodismo pela mudança, os maus tratos pelo cuidado, a agressividade pelo carinho, as lágrimas pelo sorriso, a descrença pela fé e esperança, as brigas pela união, a culpa pelo perdão, o ódio pelo amor. E permita que esses sentimentos positivos perdurem em todos os dias do próximo ano, tornando 2013 um ano totalmente diferente e maravilhoso para você. Assim, não só coloque, mas sinta paz em seu coração!
Depois de ler este artigo, você pode fazer o seguinte exercício para começar a projetar coisas positivas para o próximo ano. Feche os olhos e imagine-se no último dia do ano. Faça uma retrospectiva do ano que termina como se ele já tivesse passado e agradeça tudo de bom que você conquistou. Faça uma carta para registrar tudo que aconteceu em sua vida. Guarde com muito carinho e quando chegar esta data efetivamente leia e veja o que realmente conseguiu realizar e lembre-se sempre de agradecer.
Como diz um trecho da música "Canção do Terceiro Milênio" interpretada por Leonardo:
O convite à reflexão é positivo porque faz pensar, mas esse pensar muitas vezes traz recordações, lembranças e saudades, principalmente, para aqueles que estão longe de quem amam ou por terem perdido alguém significativo. A vontade de rever, de abraçar, de conversar, de estar junto se faz presente e a saudade chega a doer. Nesse momento, devemos lembrar que o amor verdadeiro não separa, não morre, mas sobrepõe-se a qualquer outro sentimento e para sempre permanece vivo.
Nesta época, em geral, cada ser busca ocupar seu tempo com tudo e todos, menos consigo mesmo. Por ser uma época que sugere a introspecção, muitos se sobrecarregam com as compras, como forma de fugir, inconscientemente, do que sentem. São os presentes, os enfeites, a decoração, as comidas, bebidas, roupas, mas... e os sentimentos? Ficam de lado como se não existissem? Por que olhar só para fora? Será que olhar para fora e se ocupar com o externo protege e impede a tristeza? E quem disse que temos que estar feliz nessas ocasiões?
Por exemplo, a tradição da troca de presentes perdeu o sentido real. Esse é um ato que demonstra, ou deveria demonstrar, generosidade, amor, perdão e união. Hoje, muitas pessoas o fazem por obrigação e hipocrisia. Qual o valor que há nisso? Qual o valor que há em estar com pessoas só porque é Natal, mas que no decorrer do ano nem lembram de você?
As convenções estabelecidas de como se deve passar o Natal tendem a diminuir, permitindo que cada um busque passar essa data de acordo com seus verdadeiros valores e aquilo que pede seu coração. Devemos e merecemos estar felizes, mas como reflexo do que estamos sentindo e não por mera convenção. Não há nada contra presentes, encontros ou ambientes alegres, mas é preciso questionar o verdadeiro sentido, mergulhar mais na profundidade do interior dos próprios sentimentos, proporcionando assim verdadeiros encontros.
Por que nessa época do ano todos ficam mais fragilizados e sensíveis e para a maioria é uma época de muita nostalgia? O Natal por si só nos remete à infância, mesmo aqueles que não tiveram uma infância feliz, esperavam ansiosos pelo velhinho de barbas brancas e roupa vermelha. Era uma época em que se ganhava (ou não) presente, havia (ou não) festas, alegria, pessoas. Havia a magia do sonho. Todos se encontravam para festejar. Com o tempo, as pessoas vão se afastando, indo para outro plano, os caminhos vão se distanciando, os sonhos vão sendo esquecidos, assim, não há mais com quem comemorar, nem o que festejar e aquela alegria sentida vai ficando distante da que um dia existiu.
Não devemos seguir padrões ou fazer festa porque é Natal, devemos sim é estar próximos de quem amamos e, principalmente, de nós mesmos. Devemos é resgatar nossos sonhos, não esperando mais pelo bom velhinho, mas acreditando que cada um de nós é capaz de vencer, de viver, de ser feliz pelo que se é e não pelo que se tem.
Neste Natal e final de ano, substitua a tristeza pela alegria, a saudade pelas boas lembranças, o comodismo pela mudança, os maus tratos pelo cuidado, a agressividade pelo carinho, as lágrimas pelo sorriso, a descrença pela fé e esperança, as brigas pela união, a culpa pelo perdão, o ódio pelo amor. E permita que esses sentimentos positivos perdurem em todos os dias do próximo ano, tornando 2013 um ano totalmente diferente e maravilhoso para você. Assim, não só coloque, mas sinta paz em seu coração!
Depois de ler este artigo, você pode fazer o seguinte exercício para começar a projetar coisas positivas para o próximo ano. Feche os olhos e imagine-se no último dia do ano. Faça uma retrospectiva do ano que termina como se ele já tivesse passado e agradeça tudo de bom que você conquistou. Faça uma carta para registrar tudo que aconteceu em sua vida. Guarde com muito carinho e quando chegar esta data efetivamente leia e veja o que realmente conseguiu realizar e lembre-se sempre de agradecer.
Como diz um trecho da música "Canção do Terceiro Milênio" interpretada por Leonardo:
Ninguém deve passar pela vida sem acontecer
O sol nasce pra todos, ninguém vai ficar sem brilhar
E é por essas e outras que a gente tem que
Agradecer..."
Celebre o Natal e, acima de tudo, irradie a luz que existe dentro de você em cada dia do novo ano que vai chegar! E se eu pudesse lhe deixar um presente, deixaria uma semente que começasse a germinar dentro de você e aos poucos fosse contagiando a todos que estão à sua volta. Deixaria uma semente dos mais nobres dos sentimentos... Assim, deixo-lhe uma semente de amor!
Por Rosemeri Saramago
sábado, 1 de dezembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Primavera

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Desapego
O outono é a época onde a natureza entra num processo de recolhimento, desprendendo-se daquilo que não lhe serve mais, poupando e armazenando energia, preparando-se para a chegada do inverno.
A natureza se torna um lindo espetáculo com suas cores muitas vezes caminhando do verde para o alaranjado e para o avermelhado. Banquete para os olhos e para a alma que gosta dos belos tons outonais.
Folhas caem e deixam à mostra galhos e troncos. Energia poupada. A natureza sabe tudo sobre sustentabilidade.
As folhas na terra viram adubo, compostos que alimentam as próprias plantas.
Os frutos maduros, não colhidos no verão, caem no chão, apodrecem, gerando alimento para a própria árvore.
É o ciclo da vida.
Desta forma, florestas sobrevivem.
E nós humanos, parte intrínseca da natureza terrena, como aproveitar melhor esse momento outonal?
Abrir mão do que não lhe serve mais ajudará a poupar a energia boa gasta com desperdício.
Por exemplo: quem alimenta pensamentos negativos sobre si mesmo, gasta imensa energia mental com um veneno psíquico. Isso é desperdício dos grandes.
Usar esse mesmo tempo e energia criando, estudando, analisando, pesquisando, lendo, é um uso mais salutar dessa mesma energia mental.
Outro exemplo prático: acalentar e alimentar mágoas. Gasto de energia poderosa emocional com algo do passado é desperdício de energia de força de construção do presente.
Lembrando ainda que a mágoa é desencadeadora de mal-estares físicos bem reais, como taquicardia, pressão alta (para quem já tem predisposição), gastrite, dor de cabeça, etc..
Do que você precisa abrir mão para viver melhor?
O que você precisa deixar que se vá com o ciclo da vida para que lhe sobre energia para cultivar positivamente o presente?
Eu gosto, no outono, de ter meus momentos desse olhar compassivo e sereno para dentro de mim mesma e para minha vida.
É quando me desfaço de casacos, sapatos e roupas que não uso mais. Tudo com muito carinho e endereçado para alguém que esteja querendo algo quentinho para o inverno.
Revejo minha alimentação visando melhorar minha saúde e força física. Cuido da qualidade do que ingiro.
Olho para meu coração e alma, e reflito sobre sentimentos que não me cabem mais. Angústias que já podem partir. Amarras que posso soltar. Tempos de perdão e desapego.
Para uma taurina é um tremendo exercício. Abro pausa para rir um pouco de minha humanidade, bom humor cultivado é sempre facilitador desses exercícios outonais de desapego.
Sinto-me mais viva com toda essa energia que me sobra para cuidar bem de mim mesma, e mais fortalecida também, porque todo esse desapego faz com que apareçam novos "músculos emocionais". Agora posso ser mais útil a quem me procura no lar, no consultório, em família, entre amigos, a fim de exercitar as energias libertadoras do outono.
Um bom outono para você!
Por Thais Accioly
A natureza se torna um lindo espetáculo com suas cores muitas vezes caminhando do verde para o alaranjado e para o avermelhado. Banquete para os olhos e para a alma que gosta dos belos tons outonais.
Folhas caem e deixam à mostra galhos e troncos. Energia poupada. A natureza sabe tudo sobre sustentabilidade.
As folhas na terra viram adubo, compostos que alimentam as próprias plantas.
Os frutos maduros, não colhidos no verão, caem no chão, apodrecem, gerando alimento para a própria árvore.
É o ciclo da vida.
Desta forma, florestas sobrevivem.
E nós humanos, parte intrínseca da natureza terrena, como aproveitar melhor esse momento outonal?
Abrir mão do que não lhe serve mais ajudará a poupar a energia boa gasta com desperdício.
Por exemplo: quem alimenta pensamentos negativos sobre si mesmo, gasta imensa energia mental com um veneno psíquico. Isso é desperdício dos grandes.
Usar esse mesmo tempo e energia criando, estudando, analisando, pesquisando, lendo, é um uso mais salutar dessa mesma energia mental.
Outro exemplo prático: acalentar e alimentar mágoas. Gasto de energia poderosa emocional com algo do passado é desperdício de energia de força de construção do presente.
Lembrando ainda que a mágoa é desencadeadora de mal-estares físicos bem reais, como taquicardia, pressão alta (para quem já tem predisposição), gastrite, dor de cabeça, etc..
Do que você precisa abrir mão para viver melhor?
O que você precisa deixar que se vá com o ciclo da vida para que lhe sobre energia para cultivar positivamente o presente?
Eu gosto, no outono, de ter meus momentos desse olhar compassivo e sereno para dentro de mim mesma e para minha vida.
É quando me desfaço de casacos, sapatos e roupas que não uso mais. Tudo com muito carinho e endereçado para alguém que esteja querendo algo quentinho para o inverno.
Revejo minha alimentação visando melhorar minha saúde e força física. Cuido da qualidade do que ingiro.
Olho para meu coração e alma, e reflito sobre sentimentos que não me cabem mais. Angústias que já podem partir. Amarras que posso soltar. Tempos de perdão e desapego.
Para uma taurina é um tremendo exercício. Abro pausa para rir um pouco de minha humanidade, bom humor cultivado é sempre facilitador desses exercícios outonais de desapego.
Sinto-me mais viva com toda essa energia que me sobra para cuidar bem de mim mesma, e mais fortalecida também, porque todo esse desapego faz com que apareçam novos "músculos emocionais". Agora posso ser mais útil a quem me procura no lar, no consultório, em família, entre amigos, a fim de exercitar as energias libertadoras do outono.
Um bom outono para você!
Por Thais Accioly
domingo, 25 de julho de 2010
Melhorar com gentileza

Há poucas situações mais desgastantes e constrangedoras do que viver uma crise de relacionamento. Pode ser com um colega de trabalho, um amigo ou alguém da família. Mas pior ainda é quando a crise cava um abismo entre você e a pessoa que dorme ao seu lado (ou pelo menos deveria dormir).
Quanto mais a sua vida e a sua rotina estiverem envolvidas com a vida e a rotina de outra pessoa, mais desmotivador e estressante se torna qualquer conflito que você tiver com ela. E se esse conflito durar por um tempo razoável, será suficiente para as conseqüências se tornarem físicas.
Cada vez mais, a Organização Mundial da Saúde nos alerta sobre os distúrbios afetivos, tais como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, bipolar, TOC, entre outros. Tudo isso, no frigir dos ovos, tem muito a ver com a qualidade das relações que estabelecemos no dia-a-dia, inclusive, no ambiente de trabalho, e com o quanto conseguimos vivenciar de fato sentimentos e emoções como afeto, alegria, perdão e, sobretudo, a troca de gentileza.
Gentileza não é dizer "sim" a tudo e a todos. Não é se sentir feito de bobo, sobrecarregado ou desrespeitado em suas opiniões e em seus limites. Muito pelo contrário! Gentileza tem a ver, antes de mais nada, com aprender a enxergar o outro e a si mesmo, reconhecendo suas qualidades e suas limitações e encontrando maneiras de dar o melhor de si sem precisar chegar à "gota d'água" para só então se colocar e reivindicar seu espaço.
Gentileza tem a ver com criatividade e produtividade. Tem a ver com flexibilidade, inteligência, disposição e amor. Sim, amor! Amor fraternal, daqueles que servem como vitamina para nos capacitar a superar desafios da convivência, diferenças na hierarquia, divergências de personalidade e crenças. Enfim, para conseguirmos mediar os conflitos e chegar a um consenso, sempre que for preciso. E sempre é!
Talvez você esteja acostumado a apostar mais no aumento do tom de voz, na agressividade ou na imposição de suas vontades. Talvez você prefira se manter no estado de irritação e impulsividade, porque isso termina lhe dando a sensação de eficiência e produtividade. Talvez você ainda considere a gentileza como fútil e inútil, como "o comportamento dos idiotas".
Mas não se iluda! Mais cedo ou mais tarde, seu corpo, sua alma e seu coração vão se ressentir e reagir. Sintomas que vão desde sensação de vazio, solidão, angústia e tristeza, passando por insônia, alergias, gastrite nervosa, enxaqueca, dores inexplicáveis, entre outros, farão você perder o melhor da festa!
Há quem diga que age pela emoção quem é ignorante e age pela razão quem é inteligente. Mas são muitos os que, à beira da morte, adorariam poder voltar atrás para viverem suas vidas como ignorantes, mas plenos de felicidade e paz de espírito.
Por fim, ser tratado com gentileza é o desejo de todo ser humano. E para ser um pouco mais gentil e melhorar tudo a sua volta (tudo mesmo!), basta manter-se um pouco mais atento e determinado e começar a substituir velhos e ineficientes hábitos por novos e surpreendentes comportamentos:
- Olhe nos olhos e realmente ouça o que o outro tem a lhe dizer.
- Quando não conseguir dizer nada de bom a alguém, simplesmente mantenha-se calado.
- Quando se sentir irritado, foque sua atenção em si mesmo e pergunte-se: o que realmente importa? O que eu realmente quero dessa situação?
- Procure agir a partir dos seus sentimentos mais verdadeiros e não de emoções enganosas, do ego, tais como raiva, ciúme, inveja, desejo de que o outro pague pelo erro que cometeu.
- Tenha um pouco mais de fé na vida. Isto é, confie que cada um tem o que merece e no momento que merece.
- Por mais que deseje, você não pode controlar o mundo e as pessoas.
- Dê o seu melhor para conseguir o que quer, mas diante da frustração, aceite o que vier e agradeça. Pode acreditar: tudo é exatamente como tem de ser e se você já fez o seu melhor, fique tranqüilo, porque definitivamente, isso é tudo o que pode fazer. O resto é com o Criador!
Por Rosana Braga
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Marcas da Vida

Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis.(Thomas De Quincey)
Cuida da imagem que você anda deixando por onde passa. Que lembrança você anda gravando nas pessoas?
Você é o símbolo da alegria, da bondade, da esperança ou vive amargurada e passa para todo mundo a dor, a revolta, o desespero, a falta de esperanças?
Por onde você passa você fala de realizações, de boas energias, tem sempre uma boa notícia, uma palavra amiga, um gesto de esperança, ou leva contigo a reclamação, a agonia, o gemido constante, os olhos sempre úmidos de lamentação?
Onde você chega as pessoas se aproximam para cumprimentar e querem abraçá-lo com festa ou se afastam com mil desculpas pela sua negatividade?
Se alguém lhe der um espelho agora, seu rosto vai mostrar a alegria de quem tem a certeza da vitória, ou a tristeza de quem se acostumou com a dor e a derrota?
Seu rosto é a expressão de quem espera alguém ou alguma coisa para ser feliz, ou de quem já vive feliz com o que tem?
Marca a sua caminhada pela Terra com marcas que nunca se apagam, escreve com o coração tudo o que fizer, assim, as dores serão passageiras rápidas na sua vida.
Carrega em você a semente da alegria e distribua para todos que se aproximarem de você, assim nunca lhe faltarão amigos dispostos a dividir o peso da sua jornada.
Conquiste amigos em todos os lugares por onde andar e conquistará um tesouro eterno, que nenhum ouro poderá pagar.
Que a sua marca de vida seja a alegria. Assim, deixarás para sempre, uma lembrança suave de quem será amado para sempre.
Por Paulo Roberto
quarta-feira, 10 de março de 2010
Antes tarde do que nunca

A única maneira de crescer é enfrentando desafios e superando dificuldades. Isso é o que realmente faz bem para sua alma, é o que dá o sentido à sua vida.
Ninguém evolui quando se limita a atuar apenas naquilo de que já tem conhecimento e prática. Tudo o que é corriqueiro não representa um convite à evolução.
Saiba que sempre é tempo para tentar o desconhecido. Sempre é tempo para ir mais além. Sempre há tempo para tornar-se aquilo que você imagina que poderia ter sido.
É como naquela história de uma partida de futebol: o jogo só termina com o apito final do juiz; antes disso, sempre é tempo de seguir em frente e empreender aquela jogada que poderá decidir o jogo a seu favor.
Não importa em que momento da vida você se cansou e parou de acreditar em você mesmo. Entenda e aceite a verdade de que sempre existe uma nova oportunidade de ser feliz e recomeçar a viver.
“Antes tarde do que nunca...”
Por Gilberto Cabeggi
domingo, 21 de fevereiro de 2010
A Felicidade do outro

Acho que sabemos que amamos verdadeiramente uma pessoa quando a vemos partir, isso nos parte em mil, e ainda assim desejamos que ela seja feliz, mesmo se nossos mil pedaços vagam chorando em cada canto. Só o amor nos torna seres assim tão superiores, capazes de tanta grandeza.
Desejar a felicidade de quem magoou nosso coração não é assim coisa tão fácil. Exige de nós uma força extraordinária. Uma luta se trava em nós: parte nos empurra, nos cega para o bom e abre nosso coração à mágoa e outra parte se enche de ternura com as lembranças do que de bom vivemos. É nosso eu doente e nosso eu são dentro de um mesmo espaço e cada qual tentando falar mais alto. Como desejar a felicidade de quem nos feriu? Como passar por cima? Não somos santos, é o que nos dizemos. Somos feitos de carne, osso, alma e coração. Temos sentimentos... e os bons ficam assim tão miúdos quando os maus aparecem...
Só mesmo um coração maior que nós e nosso eu para vencer uma luta como essa. Só mesmo um amor sem tamanho e uma bondade sem limites.
O amor é uma água bendita! Ele lava as mágoas, ele purifica, deixa branco, sem mácula. Se você for capaz de perdoar a alguém que feriu seu coração e ainda desejar a felicidade dele, saiba que o amor é o dom maior que vive no seu ser e que você é uma pessoa bem-aventurada!
E pessoas bem-aventuradas não só caminham com a felicidade do lado, elas caminham de mãos dadas com ela e vai chegar fatalmente o dia em que essa felicidade vai abraçá-las.
Por Letícia Thompson
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Mudando o Padrão

Uma das maiores dificuldades para o ser humano é viver uma vida em total aceitação. Aceitar os acontecimentos quando eles vão contra nossos desejos e expectativas é algo muito difícil. Entretanto, este é o aprendizado mais essencial, que pode fazer a diferença entre uma vida tranqüila e relaxada e outra, permanentemente dominada pela ansiedade, a frustração e a raiva.
Ninguém fica feliz ao ter a realização de seus desejos contrariada, no entanto, podemos, sim, aprender algo com esta experiência, ainda que seja encarar a realidade de que somos incapazes de ter todas as variáveis da existência sob controle. O ego detesta ser contrariado e, quando isto acontece, geralmente agimos de modo irracional. O que faz a diferença é passar a perceber quando esta reação acontece e como podemos mudar este padrão de comportamento.
Ao invés da raiva, cultivar a aceitação consiste em não perder muito tempo na energia da revolta. Mas, passar, o mais rápido possível, para outro estágio, no qual nos dedicamos a encontrar uma nova maneira de lidar com o fato, percebendo como podemos tirar proveito desta situação, encontrar saídas e alternativas que nos tragam outros aprendizados.
Quanto mais treinarmos e aperfeiçoarmos esta habilidade, aos poucos perceberemos que a aceitação se torna uma reação natural e espontânea, que já não exigirá qualquer esforço de nossa parte. Ao contrário do que muitos imaginam, aceitar não se resume a uma postura passiva e conformada diante da vida, ao contrário, é uma demonstração de inteligência, pois consiste em agir em harmonia com o ritmo da natureza, em vez de desperdiçar tempo tentando alterá-lo ou indo na direção oposta.
Obviamente, este é um aprendizado que não surge da noite para o dia. Exige um estado de atenção permanente ao nosso próprio interior, nossa mente e nossas emoções. Mas, ao exercitar esta mudança, somos surpreendidos pela rapidez com que a nova atitude se consolida, uma vez que nos dediquemos a desenvolvê-la com sinceridade e confiança.
Por Elizabeth Cavalcanti
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Tensão de fim de ano

Com a aproximação do fim de ano, as festas chegando, há a sensação de que não se realizou tudo o que queria: são dívidas a serem quitadas, projetos a serem concluídos, conflitos a serem solucionados, pessoas a serem perdoadas, mudanças a serem efetivadas, casamentos a serem feitos e outros desfeitos, palavras a serem ditas; enfim, os desejos e as cobranças, principalmente as internas, se fazem presentes, tendo como prazo o final do ano.
A esse leque de cobranças, somam-se ainda os múltiplos compromissos típicos do final de ano: compras, com quem e onde passar as festas, presentes, viagens, férias, etc. Todos parecem correr contra o relógio, pois o tempo parece estar cada vez mais escasso e de repente, as pessoas pensam que podem abraçar o mundo, quando muitas vezes não conseguem abraçar a si próprias. Querem achar todas as soluções, resolver tudo o que ficou pendente, retomar planos inacabados, concluir tudo aquilo que sequer começaram, ou ainda, já começam a se preocupar com as metas para o ano que vai começar. A isso tudo, soma-se ainda a ansiedade, preocupação, cansaço e estresse devido a problemas rotineiros, e a sobrecarga se torna inevitável, gerando irritação, insatisfação, enfim, uma angústia insuportável, onde geralmente a origem é creditada aos fatores externos. Mas será?
Como nem sempre as pessoas conseguem, ou sequer refletem sobre os conflitos internos, passam a se preocupar apenas com os fatores externos, como os presentes a serem comprados, a comida a ser feita, armários a serem arrumados, viagens a serem realizadas, e a reflexão fica em segundo plano, como se pensar fosse sinônimo de dor.
A proximidade do Natal com todo o seu simbolismo parece por si só mobilizar as emoções, alterando nossa afetividade e deixando-nos muitas vezes tristes. As decepções e frustrações parecem cada dia nos atingir mais. Muitos, como sentem dificuldade em identificar e lidar com o que sentem, acabam se sobrecarregando de atividades, como que para não pensar e sentir. Acumulamo-nos de compromissos não só porque é preciso realizá-los; queremos mais tempo, não só porque ele se vai rapidamente, mas principalmente para não entrarmos em contato com nossa realidade interna. Como defesa, buscamos inconscientemente fugir do encontro com os próprios sentimentos como forma de garantir menos sofrimento. Mas fugir de nada adianta.Refletir sobre o que sentimos pode até causar dor, mas é preciso lembrar que fugir não diminui essa dor, apenas não nos torna conscientes que ela existe, e só refletindo sobre o que sentimos é que podemos fazer com que pare de doer. Precisamos nos lembrar que não somos máquinas onde ligamos e desligamos botões e esses obedecem aos novos comandos imediatamente. E que bom que somos seres humanos! Seres humanos livres para pensar, sentir, fazer novas escolhas, amar, viver! carinho, atenção, respeito e muito, muito amor! O melhor sempre é olhar-se internamente, assumindo sua realidade e identificando cada sentimento que há dentro de você.
A verdadeira sabedoria não é acumular informações e conhecimentos, mas colocar cada uma delas em prática.
Pense em tudo isso e reflita um pouco mais sobre sua vida. Afinal, todos nós temos nossos próprios limites e pode ser muito mais sábio cada um respeitar os seus, parar e refletir. E para isso, não é preciso esperar o próximo ano começar!
Por Rosemeire Zago
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Mudança

Por que será que a mudança, de modo geral, nos causa tanto medo? Dificilmente encontramos pessoas que enfrentam situações novas de modo tranquilo e relaxado.
Mesmo quando vivenciamos circunstâncias que nos fazem infelizes, temos a tendência a permanecer ali por muito tempo, acomodados, apenas pela sensação de conforto que algo já conhecido nos transmite.
Quando, entretanto, as mudanças surgem repentinamente, impostas pela vida, sem que tenhamos qualquer poder de impedir que elas ocorram, sentimos o chão nos faltar sob os pés e temos a nítida sensação de ter perdido qualquer referência que nos oriente a lidar com a nova realidade.
Nestes momentos, tudo nos parece ameaçador e a nossa vontade é voltar ao antigo como se ele fosse uma poderosa tábua de salvação. Como a natureza é sábia, ela às vezes nos força a enfrentar o novo, apenas para que possamos descobrir em nós um poder que não imaginávamos possuir.
Se soubermos, a cada mudança que a vida nos apresente, experimentar uma nova atitude, aceitando o desafio com entusiasmo e coragem, ao invés de nos deixarmos dominar pela revolta e a covardia, certamente acabaremos por realizar importantes descobertas.
Quanto mais capazes formos de vencer nossos medos e limitações, mais fortes nos sentiremos, até que chegue o momento em que as mudanças passarão a ser encaradas como uma bênção, um presente da vida, algo que recebemos com gratidão, na certeza de que, ao encará-las de frente e com total aceitação, estaremos fortalecendo cada vez mais a expressão de nossa essência divina.
Por Elisabeth Cavalcante
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Vá adiante

Encontre novos horizontes.
Viva outros amores.
Contemple o pôr do sol.
Invista em novas amizades.
Sinta a chuva a banhar o seu corpo.
Ria muito mais.
Assuma suas fraquezas, não com tristeza, mas com a certeza que você tem muito mais qualidades.
Reconheça-se especial e encontre dentro de você a potencialidade que nem imaginava que existia.
Declare os seus sentimentos sem vergonha.
Peça colo quando sentir necessidade.
Demonstre carinho, sempre.
Seja fraterno com todos que cruzarem o seu caminho.
Recomece quantas vezes for necessário.
Admita os seus enganos, isso mostra que está evoluindo.
Viaje pelo seu íntimo e descubra coisas fantásticas.
Converse com a lua sem receio de parecer louco.
Olhe as estrelas e perceba que não precisa estar ao lado delas, para também ser uma.
Conheça novos lugares e sinta sensações diferentes.
Batalhe por aquela mudança que muito deseja, lembrando que se não der o primeiro passo, ela jamais se tornará verdade.
Confie mesmo que estiver enfrentando a maior tempestade, porque aquele que crê, sempre enxerga uma saída.
Sorria para o dia que se inicia e perceberá como receberá muitos outros sorrisos.
Pense positivo e encontrará mais forças para enfrentar os desafios.
Acredite que pode prosseguir e perceberá como o caminho se tornará mais iluminado.
Declare o seu amor a vida e compreenderá o quanto essa existência é especial e quantas oportunidades de progresso espiritual estão a nossa frente.
Ouse, não tenha receio de trilhar um novo caminho, porque alegrias e tristezas fazem parte da nossa jornada evolutiva.
Aprenda com todos os momentos que viver, seja ele de felicidade ou sofrimento, porque a cada instante, novas lições chegam até nós e subimos mais um degrau rumo ao Pai.
Ilumine caminhos, porque só assim, também terá o seu caminho iluminado quando necessitar.
Tenha fé na vida.
Tenha fé em Deus.
E tenha fé em seu potencial.
Vá adiante....
Por Sônia Carvalho
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Simplificando a Vida

A vida nos parece, na maior parte do tempo, uma sucessão de desafios, alguns deles intransponíveis. E temos, ainda, algumas vezes, a sensação de que quanto mais obstáculos superamos, mais surgem à nossa frente.
Entretanto, observamos pessoas para as quais a existência parece um eterno mar de calmaria. Elas estão sempre serenas, ainda que tenham, como a maioria de nós, problemas a enfrentar.
O que, sem dúvida, faz toda a diferença, é a atitude que assumem diante das dificuldades, sejam elas pequenas e rotineiras ou verdadeiramente desafiadoras.
A única forma de atingirmos tal equilíbrio e nos protegermos da angústia e da ansiedade em querer superar os obstáculos rapidamente, é relaxar e permitir que a própria vida nos traga aos poucos as respostas para nossos questionamentos.
Isto para alguns parece algo impossível, visto que a cada problema que surge, sentem-se como condenados, cuja vida depende de que encontrem, de imediato, uma solução para aquela questão.
Aprender a confiar na existência e em nosso guia interior, acreditando que ele, de algum modo, nos indicará o melhor caminho, é um aprendizado aparentemente difícil. Mas, quanto mais nos dedicarmos a esta prática, mais rapidamente descobriremos o poder que ela possui de nos ajudar a descobrir a fonte de sabedoria que existe em nós.
Por Elisabeth Cavalcante
sábado, 5 de setembro de 2009
Julgamento

Um dos exercícios mais praticados pela humanidade é o julgamento. Julgamos o outro, baseados em nosso código de valores, nossas percepções e naquilo que nossa imaginação cria a respeito de cada pessoa com a qual convivemos.
Ocorre que nem sempre esta avaliação se mostra correta e, por essa razão, ao julgar corremos o risco de cometer equívocos e praticar injustiças.
O pior que pode acontecer quando julgamos alguém é, sem dúvida, não levar em conta os sentimentos daquele que estamos criticando.
Por mais que não concordemos com as atitudes de uma pessoa, não podemos nos esquecer de que elas são motivadas, de um modo geral, pelas suas emoções e que agindo de modo rígido e inflexível também estamos nos deixando levar por nosso lado emocional.
Saber reconhecer quando estamos sendo influenciados por nossos conflitos internos no momento em que avaliamos as ações alheias, é o primeiro passo para que possamos abandonar a postura de juízes implacáveis e nos colocar no lugar de quem estamos julgando.
O sistema judiciário se baseia em leis pré-concebidas com o objetivo de garantir a convivência civilizada entre os seres humanos. Mas, fora desta esfera, nas atitudes cotidianas, nos arvoramos muitas vezes no papel de juízes implacáveis daqueles que não se enquadram em nossos hábitos e costumes.
Humildade, sabedoria e a capacidade de aceitar as diferenças de modo tolerante, constituem os melhores instrumentos para que escapemos da armadilha do julgamento.
Por Elisabeth Cavalcante
sábado, 22 de agosto de 2009
Ninguém é perfeito

Mas, o quanto você aceita desta imperfeição na sua vida? O quanto você aceita em si mesmo e o quanto você aceita nos seus relacionamentos quando as pessoas erram ou não agem da maneira esperada?
Acho que compreender que o mundo não é perfeito, mas que assim mesmo é maravilhoso e que justamente na aparente imperfeição está o equilíbrio e a beleza, é uma prova de sabedoria. Porém, nem sempre conseguimos ver as coisas desta forma. Na maioria das vezes, ficamos procurando coisas e pessoas perfeitas, isso quando esse pensamento não se transforma numa atitude obsessiva de querer tudo perfeito.
Conheço pessoas que perderam totalmente o equilíbrio e se tornaram terrivelmente perfeccionistas, exigindo de si mesmas comportamentos cada vez mais perfeitos. Pessoas que sentem vergonha de errar, pessoas que não conseguem aprender uma outra língua, nem se expressar em público em situações corriqueiras como uma apresentação num grupo de trabalho. E este comportamento que trava a vida das pessoas está justamente associado a esta sede de perfeição e a uma espécie de orgulho de proteção. As pessoas assim se sentem imperfeitas e olham apenas para seus erros sem forças para modificá-los. Acham que todo mundo está reparando nos seus atos falhos e se martirizam e trancam a vida de uma forma radical. Felizmente, tudo isso pode ser mudado. Se a pessoa entender que pode errar e se permitir caminhar na vida podendo cometer erros e ir crescendo com o aprendizado, tudo bem...
De fato, a vida fica bem. Mas para isso acontecer, precisamos reforçar a auto-estima. Quem tem auto-estima se dá o direito de errar e refazer seus caminhos. Quem sabe que pode aprender com a vida e que não existe nenhuma humilhação em reconhecer os seus erros pode muito bem conviver com os autos e baixos da vida.
Vejo que a auto-estima é fundamental para o crescimento humano. No mundo material, o racional é muito requisitado e aprendemos muita coisa usando a mente e podemos muito bem também adquirir conhecimento usando um crescimento emocional que acontece através da troca de experiências entre as pessoas, no convívio social saudável e tudo isso exige de nós um atributo espiritual que é a humildade.
Veja bem que humildade não tem nada em comum com pobreza, ou com humilhação; também não tem ligação com se sentir inferior ou menos inteligente que os demais. Reconhecer um erro, aceitar críticas não é nada fácil, mas faz toda a diferença na manutenção de um relacionamento saudável. Seja ele profissional ou pessoal. Se nos fixarmos tentando nos proteger dizendo para o mundo e para nós mesmos que somos perfeitos, nos tornamos pessoas insuportáveis no convívio.
Ego, vaidade e orgulho são necessários para o nosso crescimento, porém se convivemos em grupo, todos também precisam destes atributos assim incluir uma boa dose de flexibilidade é fundamental.
Por Maria Silvia Orlovas
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