quarta-feira, 8 de julho de 2009

Espontaneidade


A palavra espontâneo refere-se a tudo o que é natural, não comandado, nem controlado artificialmente. Este é nosso estado primordial, aquele com o qual chegamos ao mundo. Mas, na medida em que nos desenvolvemos, torna-se necessário que nos adaptemos à realidade exterior. Então, vamos deixando para trás nossa espontaneidade original para poder corresponder ao que esperam de nós. Afinal, esta é a única maneira de sermos aceitos e integrados à vida em sociedade.

Entretanto, se não estivermos conscientes, este processo pode se tornar tão fortemente arraigado, que acabamos por esquecer totalmente de nossa essência. Assumimos de tal modo esta personalidade social, -necessária para transitarmos com sucesso no mundo- que acabamos por sufocar e manter reprimida nossa verdadeira identidade.

Muitas pessoas não conseguem distinguir em si, quais os anseios que brotam de seu próprio coração, daqueles que lhes foram impostos como sendo os mais adequados, promissores, vantajosos.

Sofrem, angustiam-se e sentem uma grande dificuldade em se adequar ou corresponder às expectativas alheias, por não perceberem que o importante é redescobrir a sua própria verdade, aquilo de que necessitam para serem verdadeiramente felizes.

A espontaneidade, que consiste em reagir aos acontecimentos seguindo a nossa própria natureza, e não a um padrão de reação pré-determinado, é a principal qualidade que precisamos resgatar, se quisermos alcançar um estado de alegria, serenidade e paz.
Por Elizabeth Cavalcante

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quem não luta pelo que quer, não merece o que deseja


Pare um pouco para pensar na sua vida, deixe por um instante de lado a sua correria, aqueles afazeres automáticos, do tipo acordar, tomar banho, café e sair como se tivesse que tirar alguém da forca.

Tenha calma... O dia irá transcorrer com você com sua pressa ou não. Relaxou? Pois bem, agora me diga: o que você quer para a sua vida? O que você acha que pode ou não fazer para melhorar e mudar a sua vida?

Você está legal assim como está? Ou deseja fazer algo mais? Talvez concluir aquele curso de línguas que deixou lá atrás e prometeu retomar assim que tivesse tempo ou dinheiro... em qual das duas situações se encontra hoje? Com tempo ou com dinheiro? Caso esteja sem os dois, sinto, mas as coisas não andam muito bem.

E aquela ginástica que você decidiu começar no início desse ano, logo após o carnaval. Lembra-se? Imagino que já começou e está com um condicionamento físico fora de série, a ponto de correr uma meia maratona... Caso isso não tenha ocorrido, sinto, mas as coisas ainda não andam bem.

Ah, aquela dieta, que você programou depois do dia em que foi à praia e negou-se a tirar a canga, sentada o tempo todo, prometendo a você, que no próximo verão estaria linda e maravilhosa em um biquíni novinho em folha e aquela canga nunca mais! Parabéns, se você cumpriu o que programou... Caso não tenha feito, de novo algo não anda bem.

E, você, meu velho! Que prometeu para a sua namorada, esposa, mãe, filha que iria parar de fumar logo após as férias merecidas -afinal, férias são férias- e como ficar sem dar aquelas baforadas acompanhadas da cerveja gelada, na praia, na churrasqueira com os amigos, no futebol, na pescaria ou na mesa de sinuca. Imagino que a lei de proibição do fumo em lugares fechados não o tenha afetado, afinal, é um ex-fumante; caso ainda o esteja afetando, algo também anda mal.

A vida é feita de conquistas, sejam pessoais, daquelas em que resolvemos mudar atitudes, hábitos, vícios, comportamentos que achamos que não estão bem, seja de grandes conquistas, um novo amor, um filho, um novo trabalho, um diploma que tanto lutamos para tê-lo, uma nova casa, um novo carro, um sitio na montanha, uma casa na praia.

Conquistas interiores, mudanças na nossa visão da vida, troca de valores que estavam profundamente enraizados em nossa mente, uma melhor qualidade de vida, menos trabalho, mais tempo com a família, participar de ações sociais.

Isso move a vida. É por isso que devemos lutar, com todas as nossas forças. Não estamos aqui para sermos apáticos em relação à nossa vida, temos que vivenciá-la, caminhar com passos de Bandeirante desbravando matas, descobrindo mundos, conhecendo pessoas, outras culturas, outros lugares, permitir-se mudar. A vida é lutar por aquilo que podemos realizar!

Quando você acredita que não pode, ou quando acredita que pode, tenha certeza que as duas alternativas estão certas. Portanto, acredite sempre naquilo que você quer e lute para realizar. É assim que funciona a mente, caso você não a domine, ela domina você. Delete todas as possibilidades de que as coisas não irão dar certo, afaste sua mente da negatividade, tome a postura de um(a) vencedor (a) e o mundo abrirá as portas para você passar. Faça por merecer tudo o que você deseja e lute por isso.
Por Nelson Sganzerla

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Destino


"O destino não é uma questão de sorte; é uma questão de escolha. Não é algo pelo que se espera, mas algo a alcançar". - Willian Jennings Bryan (1860-1925)

Nas milhões de palavras escritas por William Shakespeare, há uma citação que é uma lança criativa, porque é aguçada e vai direto ao ponto. Acho que se aplica de modo especial àqueles que se consideram injustiçados pela sorte.

Como é que você se vê? Como uma pessoa de sorte, ou como alguém para quem “nada dá certo” Acha que é daqueles que tiram o máximo das coisas boas da vida? Ou acha que está entre os que têm de carregar um peso maior de tristezas do que seus ombros mereciam?

A “sorte”, somos nós que a fazemos, boa ou má, de acordo com o nosso comportamento (pensar, planejar e agir). Shakespeare consegue resumir tudo numa frase de Júlio César, quando diz: “Os homens, em certos momentos, são senhores de seus destinos. O erro, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós”.

Seríamos, sim, senhores de nossos destinos, se aprendêssemos a converter pensamentos em ações, direcionando-as no sentido de dar vida ao potencial criativo que há em nós.

Tudo dá certo, sempre que alinhamos pensamento e objetivo: são aqueles momentos em que nos tornamos senhores de nosso destino.

Se fosse possível fazer voltar o passado, todo o passado, para que pudéssemos tê-lo à nossa frente como uma cena de teatro, e o analisássemos nos mínimos detalhes, seria fácil ver onde erramos. Seria facílimo perceber em que ponto do caminho deixamos a trilha certa, para seguir o imprevisível caminho de uma estrela qualquer. Então, sim, veríamos onde estava o erro. O nosso erro. Sim, porque quem escolheu o caminho fomos nós.. Somos nós os responsáveis pelas nossas escolhas, certas ou erradas, que constroem ou destroem um sonho.

O sucesso não depende tanto das influências externas quanto das atitudes e resoluções interiores. Nosso destino não está nas estrelas, mas nas nossas próprias mãos. Podemos não ter o poder de mudar o mundo, mas podemos mudar a nós mesmos.

"Homens e mulheres são limitados não por seu lugar de nascimento, nem pela cor de sua pele, mas pelo tamanho de sua esperança. "- John Johnson
Recebido de Tânia Polo

domingo, 17 de maio de 2009

Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento!


Muitas vezes pensamos que o mundo não nos trata do modo como somos merecedores e vivemos culpando ou criticando as pessoas. Ficamos ansiosos e deprimidos com freqüência; reprimimos os próprios sentimentos; sentimo-nos ofendidos quando contrariados. Culpamos nossos pais, irmãos, a sociedade, o governo, os amigos, os parentes e os associados por nossas falhas e desilusões. Tudo isso é sinal de uma baixa auto-estima.

No entanto, a verdade é que o modo pelo qual o mundo nos trata é um reflexo de como nos tratamos a nós mesmos. No momento em que você passar a gostar de você, o mundo reagirá e lhe compensará pela sua existência. Uma auto-estima saudável é a pedra fundamental do sucesso e a satisfação de viver. Infelizmente, devido à programação negativa recebida durante a infância, a maioria das pessoas tem sua auto-estima prejudicada.

Muitas vezes, uma auto-estima equilibrada é o que lhe encoraja e deixa mais atento às oportunidades; além disso, faz com que veja os problemas como forma de aprendizado, dando-lhe mais condições para lidar com as dificuldades da vida. É essencial lembrarmo-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso “estilo de vida”. Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionemos sistematicamente nossas forças interiores. Para obtermos autoconfiança, somente é preciso reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino.

Considero que, para a maioria dos casos, trabalhar a auto-estima não seja algo tão complicado quanto possa parecer. Entretanto, a maioria das pessoas ignora pequenos passos que podem ser dados para a construção ou para o resgate dessa auto-estima.Saia desse poço sem fim... Preso em seus conceitos, em seus medos, cada vez mais fundo. Ouse deixar seu medo de lado, tente ser você mesmo, determine uma mudança, tenha firmeza no seu olhar, nas suas atitudes, tenha respeito por você mesmo. Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.

Enquanto uma atitude não tomar, enquanto com a cabeça do outro você pensar, tudo vai ficar sempre confuso em sua mente. Tudo fica sem rumo. Experimente uma reação, experimente uma ação, solte seu passado, solte as pessoas, solte os pensamentos negativos, quebre a resistência. Para que se torturar tanto? Para que continuar se machucando?

Procure as causas profundas das coisas que lhe ferem e das que lhe dão prazer. Normalmente paramos no nível das sensações: "Isso me dá prazer e ponto. Isso me machuca e ponto." O mais importante é sabermos porque causa prazer e porque fere. O prazer não é sempre bom nem o ferimento sempre ruim. Depende para onde eles nos conduzem. Algo que nos machuca profundamente pode ser a chave de compartimentos desconhecidos, mas vitais na nossa morada psicológica/espiritual. Quando compreendemos as causas de nossas dores emocionais, freqüentemente elas desaparecem. São como os sonhos repetitivos que só deixam de acontecer depois que os interpretamos corretamente.

Cultive a busca da sabedoria através da leitura de autores relevantes de diversas áreas do conhecimento. Desenvolva uma forma plural de olhar a vida, busque novas dimensões, novas abordagens. Procure conhecer pessoas com qualidades morais e intelectuais e aproveite sua saudável companhia. Faça o mesmo com pessoas mais simples e menos experientes que você e, perceba, ainda assim, o quanto elas têm a lhe ensinar.
Por Vanda Ribeiro

sábado, 25 de abril de 2009

O Sol sempre volta a brilhar


Quem nunca teve um momento na vida, em que a vontade de desistir foi grande? Onde não acreditamos que não haveria mais nenhuma esperança?

Que não teríamos mais forças para suportar tantas e tantas adversidades que surgem a nossa frente?

Quem nunca cedeu ao desânimo e acreditou-se fraco, desejando nem sair da cama? Quantos medos já não tentaram parar os nossos passos?

E quantas vezes, foi tão difícil resistir? Quantas vezes as lágrimas surgiram e o que mais queríamos é que uma porta se abrisse de repente e nos conduzisse a outro lugar?

Em quantos momentos já não nos sentimos sós e essa solidão não nos feriu a alma? Quantas vezes a dúvida se estávamos seguindo o caminho correto não surgiu? E quantas e quantas vezes já não nos sentimos sem o chão, envolvidos pelos pensamentos negativos e com a sensação de que não iríamos resistir a tempestade?

Porém, o sol sempre volta a brilhar...A nos mostrar um novo horizonte.

A nos fazer enxergar que a grande tempestade que tanto medo nos trouxe, na verdade, apenas limpou o ambiente e o preparou para que novas sementes pudessem ser plantadas.Sementes que nos trarão novos e bons frutos.

O sol sempre volta a brilhar...Mostrando-nos que a esperança muitas vezes está apenas adormecida, mas jamais perdida. Que a dor é apenas um momento em nossa caminhada evolutiva. Que as feridas cicatrizam sim, levam tempo, mas não conseguem nos ferir eternamente. Que as decepções que agora enfrentamos, nos ajudam a amadurecer e encontrar forças para novos desafios.

O sol sempre volta a brilhar...Levando-nos a novos caminhos. Animando-nos a enfrentar o novo. A adentrar pelas portas que surgem a nossa frente, deixando o receio de lado. A confiar na Providência Divina que não nos abandona no meio do caminho.A suportar a escuridão, por mais sombria que ela seja, porque o novo amanhecer não tarda. O sol sempre volta a brilhar...Renovando nossos idéias. Energizando nosso Espírito e fazendo com que ele se sinta capaz de prosseguir. Conduzindo-nos ao encontro dos inúmeros talentos que trazemos conosco. Levantando-nos quando estamos caídos e descrentes.

O sol sempre volta a brilhar...Fazendo renascer a certeza de que não estamos sós.Fazendo também, crescer a convicção de que podemos e devemos prosseguir.Fortalecendo-nos para que possamos enfrentar qualquer escuridão, sabendo que ela não poderá nos envolver por muito tempo, afinal trazemos a luz em nosso íntimo. Ensinando-nos novos aprendizados e nos mostrando que a vida é uma constante escola, onde alegrias e tristezas se misturam, mas que sempre haverá uma nova oportunidade.

O sol sempre volta a brilhar...Iluminando novos caminhos, nos concedendo forças para suportar os espinhos que encontrarmos e passo a passo, nos presenteando com as flores a enfeitar o caminho. Levando-nos a compreender que somos filhos do Pai e como tal, trazemos em nosso íntimo, o Seu amor e com esse amor, podemos renovar a nossa vida. Mostrando-nos que não importam as quedas já sofridas, mas sim, a verdadeira vontade de prosseguirmos rumo ao burilamento espiritual.
O sol sempre volta a brilhar...Mostrando que não ficaremos desamparados diante dos ataques das trevas e que a fé será sempre o nosso grande escudo. Apresentando-nos a perseverança como aliado para que possamos enfrentar os obstáculos que vierem. Apresentando-nos também, a confiança para que não venhamos a acreditar que o melhor é desistir. Mas sim, acreditar que quando uma dificuldade se aproxima, é sempre o momento certo para que venhamos a refletir, aprender e buscar um novo rumo. De que é momento de olharmos para o Alto, sentirmos o amparo divino, descruzarmos os braços e ACREDITARMOS, podemos vencer, porque somos deuses, como dizia o nosso Grande Mestre, mas precisamos acreditar, ir adiante, batalhar constantemente pela nossa reforma íntima, usar o potencial que o Pai nos concedeu, compreendendo que Ele não deu esse potencial á toa...
O sol sempre volta a brilhar!
Por Sônia Carvalho

E como diria Renato Russo, em sua canção " Mais uma vez":
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão ja vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol ja vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está.
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança...
Quem acredita sempre alcança...
Quem acredita sempre alcança...

sábado, 11 de abril de 2009

Um dia a gente aprende que...


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare

sábado, 14 de março de 2009

A coragem de ser você


Fomos criados em perfeita harmonia. Cada um de nós traz consigo o material necessário para a realização pessoal. É tolice viver anulando nossas capacidades para valorizarmos as qualidades dos outros. Ninguém é melhor que ninguém, mas às vezes insistimos em acreditar nisso.

Num mundo onde as imagens ditam os valores das pessoas, corremos o risco de esquecer nosso real valor por não sermos enquadrados nos padrões impostos como ideais. Frequentemente somos assombrados por uma mentalidade baixa que quer nos obrigar a aplaudir as qualidades dos outros e esquecer das nossas. Talvez seja por isso que tantos vivem desacreditados da vida: perderam a identidade por querer ser aquilo que não é.

Ninguém consegue ser feliz temendo ser aquilo que é. Nosso real valor só aparece quando aprendemos a reconhecer nossos talentos adormecidos e nos permitimos crescer com eles. Todo mundo tem uma imensidão de coisas boas a serem descobertas, mas muitos vivem com medo de procurá-las. Ser negligente com a própria vida é a principal razão da nossa insatisfação pessoal.

Ser você significa acreditar que não existe ninguém igual a você neste mundo e por isso mesmo considerar-se único, especial. Ser você é fechar os ouvidos para as vozes que insistem em lhe mostrar um caminho diferente daquele que você escolheu. Muitos se perdem nesta vida porque não souberam dizer não aos invejosos. Ser você é reconhecer suas qualidades, dons e talentos e com humildade, aprender também com os seus defeitos. A vida não é feita só de alegrias: os momentos ruins nos preparam para o novo que há de vir.

Ser você é ter a coragem de subir no palco e dirigir o script da sua história. Só você pode gerir a sua grande empresa chamada vida. Se ela vier a fracassar, não queira culpar ninguém. Ser você é caminhar confiante, prosseguir quando quiserem lhe paralisar, ousar acreditar nos seus ideais e nunca se sentir incapaz enquanto não tentar. Ser você é abraçar a oportunidade, andar de mãos dadas com a coragem e ser um amante da felicidade. É acordar a cada dia com confiança e otimismo, com a certeza da realização.

Que ninguém retire de você a imagem que há em você. Há muitos que são especialistas em “consertar” a vida dos outros, mas são péssimos artesões da própria vida. Cuide para que as pessoas não lhe impeçam de andar com as próprias pernas e torná-lo um ser fragilizado. Sabemos que somos amados quando os que dizem nos amar permitem que sejamos quem realmente somos. Sempre que lhe impedirem que você seja quem você é, mostre para estas pessoas que você não consegue ser ninguém além desta pessoa que há em você. Isso é sinal de maturidade, sinal visível de que aprendemos a viver.
Por Paulo Franklin

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Quando me amei de verdade


Quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então, pude relaxar.

Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas, hoje eu sei que é amor-próprio...

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom!

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Autor Desconhecido

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ser feliz é aceitar o que a vida lhe oferece


Acredite: sempre há uma forma de você obter o melhor da sua vida. Sempre existe uma forma de viver em conformidade com o que a vida lhe apresenta, sem se desgastar ou se angustiar.

“Não queira mudar o vento. Ajuste as velas.” (Filosofia Popular)

A felicidade vem com a sua facilidade de se adaptar às imposições da vida. Ser feliz é saber usar a seu favor tudo o que a vida lhe oferece, mesmo que num primeiro instante lhe pareça que ela só lhe apresenta problemas.

“Quando a vida lhe dá um limão, faça uma limonada”. Mas, o que fazer se você não gosta de limonada? Bem, então você poderá pensar em fazer uma torta de limão, uma musse, um tempero para o seu peixe predileto, uma salada de frutas com suco de limão... Sempre há uma forma de você obter o melhor da vida, independentemente do que ela lhe coloque nas mãos. Não lute contra; adapte-se às situações e tire delas o melhor para ser feliz.

Nunca nade contra a correnteza. Faça como as águas de um rio, que ao encontrar um obstáculo intransponível, sempre encontra um meio de contorná-lo.
Por Gilberto Cabeggi

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ser Grande



A superioridade do ser humano está na sua forma inteligente, humilde e amorosa de conquistar vitórias, e as maiores são aquelas que enobrecem o caráter e que abrem as portas para que outros também sejam contemplados pelas suas ações.

Sobresair-se perante os outros é exatamente o ato de não se fazer presente para que todos vejam, mas de forma amena se fazer sentir através dos sentimentos que consegue implantar solidamente e desenvolver profundamente nas pessoas.

Assim como a energia positiva que irradia, a palavra determinante na hora certa é o homem que produz, é a palavra que conduz, que semeia a fé, que distribui o sorriso natural e despretensioso, aquele que é emanado através do coração.

Ser grande não se mede pela altura física ou pelo status conquistado, mas sim pela luz que o seu espírito consegue irradiar.
Por Sérgio Pestana

domingo, 4 de janeiro de 2009

Depende de nós



Mais um ano inicia-se e com ele vem o desejo de que possamos realizar os nossos ideais e buscar a tão sonhada paz de espírito que almejamos.

Sim, mais um ano começa a nossa frente, um novo caminho que surge trazendo a esperança de um novo amanhecer que a tudo irá renovar.

No momento da virada, enquanto os fogos estouravam no céu, era como se todas as nossas dores e tristezas fossem embora e a alegria viesse ocupar o seu lugar.

Um novo ano... novas alegrias, conquistas, amores, realizações, quanta coisa para realizar, sim, um momento de renovação.

Porém, a maior renovação deve começar dentro de nós, é aqui dentro que existem as ferramentas que devemos usar para mudar o que tanto almejamos.

Não é uma mudança de calendário que irá resolver todos os nossos problemas, porque a solução de nossas dificuldades não se encontra no exterior e sim, no nosso íntimo.

Se almejamos por mudanças, devemos arregaçar as mangas e ir atrás do que queremos modificar em nossa vida.

Algumas mudanças podem sim, até serem demoradas de se concretizarem, mas se realmente quisermos realizá-las, ah, nada irá nos deter.

Quando aliamos fé e coragem, podemos sim, seguir adiante, nenhum obstáculo irá deter a nossa caminhada.

É claro que encontraremos quedas e espinhos durante o percurso, mas não podemos deixar que o desânimo nos impeça de continuar, porque se buscamos um novo horizonte, não iremos encontrá-lo se permanecermos parados.

É preciso renovar as forças internas constantemente e não temer os abalos que virão.

Muitas provas que a vida nos apresenta, no momento, podem até nos ferir e nos fazer acreditar em desistir, porém, nesses instantes, mais do que nunca, é preciso manter a chama da confiança acesa e mesmo que feridos, continuar a jornada.

E com o tempo, veremos que essas provas apenas nos ajudaram a evoluir espiritualmente, nenhuma adversidade bate a nossa porta à toa.

Por isso, no momento de sofrimento, não deixemos de caminhar, mesmo que os passos sejam lentos, continuemos sim, a caminhada. Porque só assim, atingiremos o objetivo que almejamos.

Descruzemos nosso braços e vamos à luta, paralisados não veremos um novo amanhecer, continuaremos envoltos na tristeza. Acreditemos em nosso potencial, porque ele é enorme, mas precisa ser ativado e usado dia após dia.

Não esperemos pelo arco-íris a colorir a nossa vida, façamos nós mesmo o nosso arco-íris. Abandonemos a bagagem que atrapalha a nossa jornada e levemos conosco, os sentimentos de amor que irão iluminar o nosso caminho.

Sim, um novo ano inicia-se, mas como ele será, depende de cada um de nós, de como iremos usar nossos talentos. Todos somos capazes de evoluir, mas para isso, é preciso realizar as reformas que se fazem necessárias e buscar o que almejamos.

É preciso confiar em si mesmo e no Pai que nunca nos abandona. É preciso compreender que os acertos só chegam com a experiência. Que as quedas são necessárias para que amadureçamos. Que não devemos jamais, nos render ao desespero nem nos acharmos fragilizados diante de uma situação.
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Acreditemos na luz que há dentro de nós e sigamos adiante, porque ainda há muito a realizar, mas tudo depende de nós.
Confiemos e sigamos em frente.
Por Sonia Carvalho

domingo, 14 de dezembro de 2008

Quem realmente está seguro?


"A segurança nada mais é que uma superstição. Ela não existe na natureza. Nem os filhos dos homens podem experimentá-la totalmente. Evitar o perigo não é, a longo prazo, mais seguro do que enfrentá-lo diretamente. Ou a vida é uma aventura perigosa ou não é nada. Voltarmo-nos para a mudança e comportarmo-nos como espíritos livres na presença do destino, é uma força indestrutível."Helen Keller

Em nossa vida diária a virtude da coragem não é muito valorizada. É uma qualidade reservada para soldados, bombeiros e ativistas. A segurança é o que mais importa hoje. Talvez você tenha sido educado para evitar atitudes atrevidas ou corajosas. Talvez você tenha ouvido frases como: "Não seja muito arrojado". "Não corra riscos desnecessários". "Não chame a atenção sobre você em público". "Siga a tradição familiar". "Não fale com estranhos". "Fique de olho em pessoas diferentes".

Mas o efeito colateral de se enfatizar demais a importância da segurança pessoal é que você se torna uma pessoa extremamente tensa e insegura. Se em vez de estabelecer suas próprias metas, fazer planos para alcançá-las e ir atrás delas com garra e determinação, você preferir economizar a sua energia jogando do lado seguro... Se você prefere manter o seu trabalho fixo, mesmo que isso não lhe traga a menor satisfação... Se você prefere continuar com esse relacionamento desastroso, embora por dentro aquela paixão já tenha morrido e você se sinta vazio... Se você acha uma boa idéia aceitar o seu quinhão na vida e fazer o melhor que pode deixando a vida rolar... Então, talvez, na melhor das hipóteses, seu barco ainda o leve à terra firme; mas, mesmo assim, não aposte que isso o fará mais feliz.

Não há dúvidas de que existem perigos reais na vida que devemos evitar. Mas há uma diferença enorme entre irresponsabilidade e coragem. Não me refiro à coragem necessária para salvar, por exemplo, alguém de um afogamento onde você arrisca a sua própria vida. A coragem a que me refiro é aquela que precisamos para enfrentar e destruir nossos medos imaginários e retomar o controle sobre nossa vida e nosso destino. Medos como o do fracasso, da rejeição, da privação, da solidão e da humilhação. O medo de nos expressarmos abertamente, de sermos o que realmente somos. O medo de não sermos ouvidos, de não sermos aceitos na família, no grupo social; o medo do arrependimento e do ridículo que tanto nos paralisa e também o medo do próprio sucesso.

Quantos desses medos estão emperrando sua vida agora? Como seria sua vida se esses medos desaparecessem de repente? Veja, você ainda manteria sua inteligência para esquivar-se dos perigos reais, mas sem viver a emoção do medo, certamente se arriscaria mais e mergulharia de cabeça em seus projetos, em seus sonhos. Você falaria mais com estranhos e descobriria que eles também têm um mundo maravilhoso que você pode explorar e desfrutar. Você descobriria a alegria incomparável de vencer esse carrasco que o aprisiona e acabaria fazendo disso um motivo de crescimento pessoal. Cada vitória sobre o medo é um tijolo a mais na construção desse novo homem ou mulher que você quer ser.

Certamente você já tentou se convencer de que não tem medo de nada, de que há realmente bons motivos pelos quais você não faz aquilo que deseja. Você diz: seria indelicado eu me apresentar a um estranho em uma festa, por exemplo. Eu não falo em público porque eu não tenho nada a dizer. Não posso pedir aumento agora ao meu chefe porque sei que a empresa não está em um bom momento. Eu não vou me candidatar àquela vaga porque há uma fila enorme de candidatos e a minha chance é praticamente nenhuma.

Todas essas coisas são justificativas para o medo que você sente. Imagine como sua vida seria bem diferente se pudesse fazer todas essas coisas com confiança e coragem, se vencesse esse inimigo imaginário que você cria e alimenta dentro de você!
Por Celso A. Cavalheiro

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Descubra-se também nos defeitos


Existe um tempo em que estamos com a autoconfiança suficientemente desenvolvida para que possamos encarar alguns dos nossos defeitos, conscientes de que neles se encontram novas chances de progresso para nossa vida. É simples pensar assim, mas é extremamente difícil assumir honestamente aquilo que jamais gostaríamos de expor.

Quantas vezes nos sentimos magoados ou irritados com alguém que teve a coragem de nos dizer alguma coisa que não queríamos ouvir? Pense que, quanto mais magoados ou irritados ficamos, maior é a quantidade que possuímos daquilo que nos foi revelado.

Não queremos ser chamados de egoístas, de mentirosos, de manipuladores, medrosos, falsos, incompetentes, desajeitados, frios, bobos enfim, não queremos enxergar em nós esse lado tenebroso que é o nosso lado inferior.

Afinal somos pessoas tão boas, esclarecidas, lúcidas, honestas, embora não perfeitas porque ainda humanas.

Isso é verdade, somos também assim, mas isso não exclui uma infinidade de imperfeições que estão à espera de um cuidado especial para que, uma vez transformadas, possam ser incluídas nas nossas reservas de quilates mais altos, onde cabe ainda muita preciosidade.

Estamos tão acostumados a re-agir, que, mesmo quando alguém de fora reconhece algum talento que possuímos, nós tentamos negar que esse reconhecimento esteja correto.

Falsa humildade? Orgulho demais? Medo? Você se irrita porque não está ouvindo o que gostaria de ouvir?

Sim, temos um pouco ou muito de cada talento e de cada defeito. Somos, todos, micro representantes de um Universo Perfeito, e se assim entendemos podemos concluir que toda essa perfeição está em nós, com partes já manifestadas e outras em período de encubação. Mas para que essa beleza possa sair do seu casulo, precisamos encarar o esforço de sua gestação e a coragem de seu parto.

E quando se fala em gestação e parto devemos incluir o amor. E quando se fala em amor podemos nos lembrar que nossa base de perfeição está lá na nossa Essência, liberando todo o tempo, parte de Sua energia inesgotável.

Vamos nos conscientizar de que essa Chama Divina guardada em nós precisa ser ativada ininterruptamente. Conhecer nossos defeitos, aceitá-los como realidade e trabalhar na sua transformação nos abre um caminho direto de crescimento e nos ajuda a entrar no prazer e na felicidade.

Não tenha medo de ter medo, mas descubra qual a dose saudável que protege você e saia do exagero que o impede de agir. Encare-se! Não se orgulhe do seu orgulho, mas não o rejeite. Descubra a medida que você precisa para se permitir atuar com seus talentos. Coragem!

Não seja inflexível, você só é dono da sua verdade, portanto nem tudo pode acontecer do seu jeito. Seja confiante e assertivo e não tema sua sombra.
Ela só existe porque você é Luz!
Por Maria Lúcia Pellizzaro Gregori

sábado, 8 de novembro de 2008

Almas Perfumadas



Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Por Ana Cláudia Saldanha Jácomo

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ser Natural


Saber se estamos agindo de modo natural, ou seja, sem artifícios, artimanhas ou quaisquer outros recursos, para ganhar a simpatia do mundo, é uma ótima maneira de começarmos a conhecer quem, de fato, somos.

Em cada situação da vida, devemos nos perguntar se aquilo que estamos realizando, nos proporciona alegria, leveza e paz. Se a resposta for afirmativa certamente estaremos sendo naturais, isto é, vivenciando nossa verdade interior mais profunda e não apenas reagindo de modo premeditado, para corresponder às expectativas alheias.

Seguir a própria natureza é um desafio e tanto, visto que a maior parte das pessoas espera de nós um comportamento padrão, que não vá contra a regra vigente.

Suponhamos, por exemplo, que você amanheça um dia sentindo uma alegria enorme, sem uma razão específica, simplesmente baseada no fato de amar a vida e sentir-se feliz por poder desfrutá-la, e resolve expressar esta felicidade sorrindo e cumprimentando todos à sua volta, mesmo aos que não conhece. Certamente você será tachado de maluco.

O fato é que alguém extasiado é visto como anormal, e a felicidade incomoda mais do que o estado de miséria. Aos infelizes todos costumam dar mais atenção, pois este ato, para alguns, traz uma certa satisfação, um orgulho em poder consolar um pobre sofredor.

Os exageradamente felizes, são invejados e, muitas vezes, vistos como alienados, já que quem se acostumou a ser miserável jamais poderá compreender que felicidade não precisa de razões externas, ela está presente o tempo todo dentro de nós.

Encontrar a fonte de onde ela surge é, em síntese, descobrir o segredo que nos tornará de novo, espontâneos e naturais.
Por Elisabeth Cavalcante

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O sonho de uma criança


Dizem que o ser humano é motivado pelos seus sonhos. Entretanto, ao decorrer da vida, nossos sonhos vão sendo podados e esquecidos muitas vezes por pessoas que já engavetaram os seus próprios com frases como: “Isso não dá dinheiro !” ou “Isso não será bom para você !”. Provavelmente, muitos de nós, senão todos, já ouvimos “conselhos” desse tipo e, às vezes, nos pegamos prestes a dizer algo parecido à alguém. Uma pergunta que fica no ar é a de como alguém pode ter tanta certeza do que é bom ou não para uma outra pessoa ?

Essa atitude, como quase todas as outras, teve sua origem em nossa infância, período o qual recebemos muitas frases negativas, algumas com o intuito de proteger nossa integridade física, e outras que acabam por destruir muitos de nossos sonhos.

Quando conversamos com as crianças, devemos pensar muito bem em tudo o que falamos. Nossas palavras tem um grande poder sobre elas. Nós temos o poder de ajudá-las a construir seus sonhos ou de destruí-los. Infelizmente, a grande maioria desmotiva-os mesmo sem ter consciência.

Da próxima vez que encontrar uma criança, pergunte-a o que ela gostaria de fazer quando crescer. Elogie-a por tal sonho e pergunte a razão pela escolha. Faça-a refletir e descobrir o seu verdadeiro motivo para tal meta. Se não for realmente o que ela quer, ela mesmo irá descobrir um novo sonho. Não cabe a nós escolher ou impor nossos próprios desejos sobre elas. Às vezes, o sonho de uma criança é motivado pelas pessoas mais próximas, outras vezes pelo que ela vê na televisão, mas o legítimo é aquele que vem de seu interior. Ensinar uma criança que devemos sempre almejar um sonho, não importando qual idade que tenhamos é algo que ela levará para a vida inteira. Caso alguma vez fique desorientada ou sem rumo, poderá buscar dentro de si o seu verdadeiro motivo para viver.

O verdadeiro sonho não é aquele que vem pelo desejo de poder ou fama de nosso ego, mas aquele que vem do nosso âmago motivado apenas pela essência de nosso amor e felicidade.
Por Saulo Fong

sábado, 4 de outubro de 2008

Atitude inovadora


Você toma uma atitude inovadora quando rompe com velhos padrões de comportamento e se dispõe a experimentar o novo, abandonando crenças e limitações para correr riscos e descobrir até onde pode ir.

Você toma uma atitude inovadora quando confia no fluxo da vida e percebe que, não importam os resultados obtidos, sempre vale a pena seguir na direção dos seus sonhos.

Você toma uma atitude inovadora quando aprende que a própria vida responde às questões que a ela são dirigidas, mas que é preciso saber olhar para ver. E descobre que todo problema tem solução e que há sempre um modo de dar a volta por cima.

Você toma uma atitude inovadora quando desafia a sua zona de conforto e amplia a sua área de ação com coragem para assumir a responsabilidade dos seus atos. E segue adiante sem se omitir diante da vida.

Você toma uma atitude inovadora quando é capaz de se olhar no espelho e descobrir que a cada dia você se torna um pouco melhor. Quando aprende que a vida é uma descoberta contínua e que essa é a maior aventura.
Por Jael Coaracy

sábado, 20 de setembro de 2008

A arte de viver


Nem sempre o progresso interior do ser humano (quando existe), é acompanhado por atitudes compatíveis com ele (progresso). Quando alguém evolui espiritual, intelectual ou psicologicamente nem sempre consegue ajustar a evolução à sua vida. É que já está de tal forma preso a formatos anteriores de personalidade com os quais aprendeu a ajustar-se e a defender-se na vida, que dificilmente abre mão de seus paradigmas.

A vida de cada um de nós, na medida em que a consciência se amplia, estabelece um conflito entre a evolução e o que resiste a ela, por já ser molde de comportamento. Em geral esse “molde” ganha a luta. Mesmo que o leve para a estagnação ou para o “brejo”. Somente um processo de análise e de educação consegue ajustar a evolução à vida. Evoluir, crescer interiormente exige mudanças que a existência pede, mas a vida nem sempre autoriza. Briga feia, esta....

Há períodos, porém, em que a evolução pode se desencadear com rapidez. Algum fato doloroso, perda, ou amadurecimento consciente e inconsciente, propiciam a revolução interna. Alcançar tal ponto pela evolução gradual e a coragem de existir como um novo ser (ou recuperar o verdadeiro ser antes guardado e escondido pelas defesas) é, mesmo, difícil. Porém muito mais complexo e doloroso é passar para a vida a evolução obtida. E fazê-la permanente.

Há pessoas que procuram, a qualquer descoberta ou novidade exteriores, logo incorporá-las à evolução interior. Mas a vida possui severas regras e leis. Se a passagem for brusca ressentir-se-á. No tropel da renovação desejada (e necessária) será jogado fora o que não era para tal. Adiante fará falta. A sofreguidão de transportar a evolução interna para a vida vivida, pode levar a erros e mudanças bruscas (e radicais) demais para perdurarem. Acontece freqüentemente.

O oposto também ocorre: evoluir, sem, contudo, transferir para a vida atitudes e modos de ser compatíveis com o que mudou e amadureceu. Aqui, o sofrimento é ingente. A vida impõe compromissos, alguns insuperáveis, injunções terríveis e graves. Como removê-las sem fortes danos? Ou sem machucar terceiros, quartos, quintos?

Possível, sim. Fácil, jamais. Doloroso, sempre, pois acompanhadas de perdas inevitáveis, irreparáveis e inerentes.

É, portanto, difícil, profundo, doloroso, o processo de compatibilizar a vida vivida com os rumos do desenvolvimento interior. Raro é adequar-se à vida à evolução. Talvez, seja até mais difícil do que evoluir.

O trabalho interior para evoluir, crescer e amadurecer é sofrido e lento! Ajustar, depois, a evolução à vida, poucos conseguem; só os fortes. Ou os sábios. E mesmo a evolução está carregada de recuos, erros e dúvidas. Viver é uma arte.
Por Arthur da Távola

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Não sei se saudade tem cor


Não sei se saudade tem cor. Dizem que sim. O que sei é que ela tem forma, tem gosto, tem cheiro e peso também. E, acreditem, ela tem "asas" !!! Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes? E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la.
Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.

Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas prá gente.

Quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar. É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação. E a gente fica meio sem saber o que fazer.

Mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é paupável. É amor disfarçado de muita coisa. São emoções guardadas bem lá no fundo.

Saudade ... do que foi, do que não foi e do que pode ser. Saudade que nos acompanha prá diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.

Aprendi ainda que saudade não mata. É!! Só quase.... A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de "esperança", que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além.
Por Tetícia Thompsom

sábado, 23 de agosto de 2008

Resistência, força ou teimosia?


Por que temos que ser fortes? Por que aprendemos que não podemos chorar? Por que temos que resistir bravamente às coisas que nos acontecem? Por que guardar nossos sentimentos? E por que nos sentimos envergonhados em reconhecer nossos erros, ou até mesmo ao pedir desculpas?

Concordo que precisamos ser fortes. Ter opinião formada a respeito do nosso caminho de vida e de nossos valores, mas nem sempre devemos opor resistência às coisas que nos acontecem e às atitudes das pessoas. Simplesmente porque não podemos resistir às coisas que não dependem de nossa vontade. Muitas vezes situações acontecem sem que tenhamos o menor controle. Outras vezes ainda são as pessoas que tomam atitudes que são contra a nossa vontade, mas que se opusermos resistência fica ainda pior. Mas, por orgulho, ou porque achamos que temos razão e o outro não, resistimos, queremos ter a última palavra e fazer valer a nossa opinião...

Aprendi que muitas situações se resolvem por si mesmas. Aprendi também que por mais que tentemos educar, corrigir, coibir ações dos outros, não mudamos as pessoas. Cada um tem um tempo, um aprendizado e um caminho na vida. Às vezes esses caminhos e essas pessoas cruzam conosco e enquanto precisamos por alguma Lei Maior permanecer juntos, assim ficamos; mas em outros casos é necessário um afastamento para o crescimento de ambos. E aí adianta resistir?

Tentar reatar um relacionamento? Perdoar novamente erros que se repetem num caminho sem fim tentando sempre mudar o outro? Ou será que uma atitude assim não seria apenas teimosia de nossa parte?

Os Mestres ensinam que precisamos aprender a perder para ganhar. A lei da não-resistência, maravilhosamente empreendida por Mahatma Gandhi, exaltava essa incrível capacidade humana de não resistir ao mal. Porque a resistência gera um novo mal, um desejo de vingança, um impulso de corrigir o outro que nunca acaba. Nosso ego quer sempre ter a última palavra e quase sempre odiamos ser repreendidos mesmo quando sabemos que não temos razão. Dificilmente, alguém aceita uma crítica, mesmo no trabalho. Em muitos momentos somos tão infantis que levamos tudo para o lado pessoal e transformamos num drama situações que poderiam ser facilmente superadas.

Mahatma Gandhi sabia que se resistisse seria uma luta sem fim que acarretaria a morte de milhares de inocentes. E assim ele venceu o império inglês e libertou a Índia. Exemplos como o dele não devem ser esquecidos porque podemos fazer o mesmo em nossa vida. Podemos tentar aceitar que o mundo das pessoas à nossa volta pode ser diferente do nosso, mesmo sendo criados numa mesma família ou compartilhando o mesmo teto num casamento. Cada um continua tendo a sua individualidade e quando o espírito ainda se encontra pouco desperto o ego grita e afasta as pessoas.

Assim, amigo leitor, sugiro que para ter uma vida mais feliz pense na aceitação, no poder da não-resistência. Pense que esse é um grande aprendizado que deve ser colocado em prática por todos aqueles que têm uma compreensão espiritual mais profunda e que entendem que precisamos vencer as aparências e deixar a vida fluir.
Boa sorte para todos nós.
Por Maria Silvia Orlovas